29/12/2010

Feliz 2011

" É preciso pensar um pouco nas pessoas que ainda vem, nas crianças .
A gente tem que arrumar um jeito de deixar para eles um lugar melhor.
Para nossos filhos e para os filhos de nossos filhos. Pense bem!"

Quem em 2011 nossas consciências e corações despertem ainda mais.
E que você consiga concretizar todos os seus sonhos e metas.
Desejo Paz para sua vida e para a humanidade e compartilho o apelo do video.
video

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04/12/2010

O martírio do medo

A vida moderna, com todas as suas complexidades, pode também ser considerada como portadora do martírio do medo.
O ser humano, embora aquinhoado pelos valiosos contributos da Ciência e da Tecnologia, conquistando, cada vez, mais espaço e penetrando mais fundo no milagre das micropartículas, ao invés de apresentar um coeficiente superior de harmonia e de felicidade, padece conjunturas impalpáveis no mundo íntimo, que se expressam ou se escamoteiam em formas de medo.
Vive-se, na Terra, a ditadura do medo.
Não somente das barbáries do terrorismo internacional, das guerras monstruosas, das epidemias destruidoras, dos desastres naturais ou de veículos motorizados, mas também, e principalmente, daquele que se deriva de inúmeros conflitos que não têm sido detectados nem resolvidos com segurança.
O medo, no entanto, é um fenômeno normal na vida, quando se está diante do desconhecido ou na expectativa de algum resultado, como fruto da insegurança emocional.
Porque não ama conforme deveria, o indivíduo opta pela fuga, através do medo, aos enfrentamentos que lhe podem oferecer equilíbrio e paz.
Aturdido por conflitos psicológicos, permite-se o medo como atitude preventiva a dissabores ou a incompreensões, aquartelando-se nas suas sombras, sem viver em plenitude, evitando as experiências que podem contribuir em favor da sua auto-realização.
Por conseqüência (sic), foge de todos, mesmo quando loquaz e palrador, aparentemente extrovertido, embora sofrendo a constrição perturbadora da ausência de auto-estima e autovalorização.
O medo inibe as belas florações da amizade e dos ideais superiores da vida, que dão sentido e significado existencial ao ser.
Tem-se medo de amar, acreditando-se na possibilidade da traição ou do abandono, de interesses escusos ou de apenas necessidade de companhia, elegendo-se a solidão ou o acompanhamento de pessoas descartáveis, com as quais não se firmam laços de real afeição. (...)
O amor, no entanto, é o grande antídoto ao medo.
Quando se aprende a amar, naturalmente desabrocha a confiança, e a alegria da convivência faz-se natural, ampliando os sentimentos de lídima afeição, que esbatem as sombras das dúvidas, dos receios injustificados, dos medos que se tornam, muitas vezes, patológicos.
Elegendo-se o medo, a vida perde o sentido, e o indivíduo emurchece pela falta de espontaneidade para viver e realizar-se.
Posterga, nesse caso, as realizações que podem ser-lhe enriquecedoras, sempre sob o estigma do medo do fracasso, como se toda atividade tivesse necessariamente que ser coroada de imediato êxito, nas suas primeiras tentativas de realização. O insucesso é a experiência que ensina como não mais se tentar o labor dentro do esquema que deu errado.
Atravessam-se, desse modo, os belos períodos da infância, da juventude e da idade adulta cultivando-se o medo absurdo, para dar-se conta de que se perderam os melhores períodos da vida, quando a velhice assoma e a oportunidade não tem mais retorno.
A eleição do amor expulsa dos espaços emocionais o martírio do medo.

(Joanna de Ângelis: Psicografia de Divaldo Franco)

16/11/2010

Cura Espiritual

"Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não passam de estados vibracionais da mente em desequilíbrio?" (Emmanuel)
No trato com as nossas doenças, além dos cuidados médicos indispensáveis à nossa cura, não nos esqueçamos também de que, quase sempre, a origem de toda enfermidade principia nos recessos do espírito.
A doença, quando se manifesta no corpo físico, já está em sua fase conclusiva, em seu ciclo derradeiro.
Ela teve início há muito tempo, provavelmente, naqueles períodos em que nos descontrolamos emocionalmente, contagiados que  fomos por diversos virus potentes e conhecidos como raiva, medo, tristeza, inveja, mágoa, ódio e culpa.
Como a doença vem de dentro para fora, isto é, do espírito para a matéria, o encontro da cura também dependerá da renovação interior do enfermo.
Não basta uma simples pintura quando a parede apresenta trincas. Renovar-se é o processo de consertar nossas rachaduras internas, é escolher novas respostas para velhas questões até hoje não resolvidas.
O momento da doença é o momento do enfrentamento de nós próprios, é o momento de tirarmos o lixo que jogamos debaixo do tapete, é o ensejo de encararmos nossas paredes rachadas.
O Evangelho nos propõe tapar as trincas com a argamassa do amor e do perdão.
Nada de martírios e culpas pelo tempo em que deixamos  a casa descuidada.
O momento pede responsabilidade de não mais se viver de forma tão desequilibrada.
Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos, vive sem culpa.
Quando atingimos esse patamar de harmonia interior, nossa
mente vibra nas melhores frequências do equililíbrio e da felicidade,
fazendo com que a saúde do espírito se derrame por todo o corpo.Vamos começar agora mesmo o nosso tratamento?

(Fonte: Vinha de Luz - Francisco Cândido Xavier/Emmanuel)


17/10/2010

Eleições 2010

Nestes tempos de eleições inúmeros e-mails e notícias falam deste ou daquele candidato(a) o que me remete a algumas reflexões, em especial a de que não existe bandidos e mocinhas nesta história da vida real, muito menos um super-herói ou heroína que virá salvar nossas vidas (nação). Deixemos de lado o reducionismo simplório. Ouvimos que todo povo tem o governo que merece, que é a omissão dos bons que permite que a falta de ética e moral esteja na moda e livre de qualquer punição, penso que a questão é mais profunda e complexa. O que existe é um processo sócio-histórico que precisa ser levado em conta para que possamos entender a história política, social e sobretudo moral do nosso país e seus habitantes.
A verdade é que nem um dos candidatos à presidência da república que restaram preenchem todos os requisitos de que precisamos para mudar a história deste país. Há conquistas, qualidades e imperfeições de ambos os lados (partidos/candidatos).
O certo é que precisamos de representantes corajosos, empreendedores, com grande capacidade de articulação e administração, mas sobretudo com valores éticos e morais sólidos e com aliados ficha limpa, éticos e sem nada que desabone suas condutas e precisamos de cidadãos co-partícipes e co-responsáveis.
Que cada um (eleitor) decida de acordo com a sua consciência e momento evolutivo representados pelos seus valores morais. Cada um vê o que lhe é conveniente, portanto, é inútil querer impor ideologias partidárias.
Um fraterno abraço.
Simone Ferreira

05/09/2010

Menino brinca de boneca?

Ainda hoje existem pais e  mães que se inquietam quando presenciam menino brincando de boneca,  não raro brigam com a criança impedindo-a de brincar por exemplo de casinha  com as meninas. Pensam que o simples fato de brincar pode tornar o menino afeminado. Para os que querem saber mais sobre este assunto eu sugiro a leitura do livro do escritor Marcos Ribeiro cujo título é uma pergunta: Menino brinca de boneca? O livro esclarece que brincadeira não tem sexo, por isso, meninos e meninas devem brincar do que tiverem vontade. O brincar não exerce influência alguma sobre a opção sexual simplesmente porque, para as crianças, não tem essa conotação.  O autor desmistifica os papéis de homem e de mulher atribuídos aos sexos desde a infância, estimulando o jovem a refletir e opinar sobre o tema e respeitar as diferenças. Boa Leitura!

22/08/2010

Andanças...

"De muito longe venho, em surtos milenários; vivi na luz dos sóis, vaguei por mil esferas e, preso ao turbilhão dos motos planetários, fui lodo e fui cristal, no alvor de priscas eras. Mil formas animei, nos reinos multifários fui planta no arvor de frescas primaveras e, após desenvolver impulsos embrionários, galguei novos degraus: fui fera dentre as feras. Depois que em mim brilhou o facho da razão, fui o íncola feroz das tribos primitivas e como tal vivi, por vidas sucessivas. E sempre na espiral da eterna evolução, um dia alcançarei, em planos bem diversos, a glória de ser luz, na luz dos universos. "

Fonte: ROMANELLI, Rubens - Primado do espírito. Belo Horizonte: Síntese, 1965

10/08/2010

A lição das brasas

Um membro que frequentava, regularmente, um determinado grupo de estudos, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o Facilitador daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O Facilitador encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao ‘Mestre’, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. No silêncio, grave, que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o Visitante examinou as brasas que se formaram e, cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção à tudo, fascinado e quieto.  Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de cinzas. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento, inicial, entre os dois amigos. O Amigo, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e, aparentemente inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pelo calor das brasas ardentes em torno dele. Quando o Amigo alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: Obrigado, por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.

Reflexões: Aos membros de um grupo vale lembrar: que fazemos parte da chama e que, longe do grupo perdemos todo o brilho e nos tornamos mais vulneráveis. Aos lideres vale lembrar: que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

01/07/2010

Perdoando sempre

Faça esta oração à noite, antes de dormir, para seu inconsciente absorvê-la totalmente.
Atenção: Visualize o rosto da pessoa que você precisa perdoar, ou ser perdoado(a) por ela, e diga cada palavra, do fundo do coração. Chamando-o(a) pelo nome apenas no início da Oração.

Eu perdôo você, por favor, me perdoe.
Você nunca teve culpa,
Eu também nunca tive culpa,
Eu perdôo você, me perdoe, por favor.
A vida nos ensina através das discórdias...
e eu aprendi a lhe amar e a deixá-lo(a) ir de minha mente.
Você precisa viver suas próprias lições e eu também.
Eu perdôo você... me perdoe em nome de Deus.
Agora, vá ser feliz, para que eu seja também.
Que Deus te proteja e perdoe os nossos mundos.
As mágoas desapareceram de meu coração e só há Luz e Paz em minha vida.
Quero você alegre, sorrindo, onde quer que você esteja...
É tão bom soltar, parar de resistir e deixar fluir novos sentimentos!
Eu perdoei você do fundo de minha alma, porque sei que você nunca fez nada por mal e sim porque acreditou que era a melhor maneira de ser feliz...
Me perdoe por ter nutrido ódio e mágoa por tanto tempo em meu coração. Eu não sabia como era bom perdoar e soltar; eu não sabia como era bom deixar ir o que nunca me pertenceu.
Agora sei que só podemos ser felizes quando soltamos as vidas, para que sigam seus próprios sonhos e seus próprios erros.
Não quero mais controlar nada, nem ninguém. Por isso, peço que me perdoe e me solte também, para que seu coração se encha de amor, assim como o meu.

Muito obrigada(o)!
Mensagem inspirada por Cristina Cairo, num momento de perdão
SP 05/4/03

02/06/2010

Necessidade da autoiluminação


Depois que o ser humano desenvolveu o intelecto e a razão deu-se conta que essas conquistas não lhe bastam à existência, porque não o preenchem interiormente. No vazio existencial que o aturde, desenha-se-lhe a necessidade de autoiluminação, isto é, do autoencontro, da autorrealização. Iluminação é o vir-a-ser, o encontro com a realidade, a plenificação íntima (...)  E a fim de que ela ocorra, é necessário que seja alcançado o estado de inocência, a superação das suspeitas e dos vícios, a modificação de estruturas e de conceitos morais.
Não se trata da conquista  de uma inocência qual a que existe nas crianças, que é a ignorância a respeito das coisas, mas a anulação da malícia, das intenções dúbias e invejosas (...)
O ego torna-se diluído no ser profundo, e não existe nele tormento nem ansiedade. Neste estágio não teme o futuro, não sofre as recordações do passado, não se aflige com a chegada da velhice e muito menos com a perspectiva da morte.
A autoiluminação é também a mais eficaz maneira de compreender os outros, porque o indivíduo se conhece a si mesmo, após haver descoberto de onde veio, para onde vai e como alcançar o novo patamar da felicidade.  Quando a inteligência se torna capaz de alcançar um conhecimento mais elevado e poderoso do que aquele que é fruto da reflexão, o campo está preparado para a autoiluminação, que pode surgir como um relâmpago ou ser alcançada suave e delicadamente ... Quando Jesus disse que o "Reino dos Céus está dentro de nós", acenou com a possibilidade de que, a partir da autoiluminação, o indivíduo já penetrou nele e passa a fruí-lo. A iluminação não tem limites, porque o seu campo de expansão é o infinito.  Graças a esta conquista, alcança-se um estágio mais elevado de compreensão que traduz de maneira incomum a beleza do existir e do evoluir.

Fonte: Joanna de Ângelis
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05/05/2010

Consciência é a Resposta

No link abaixo você encontra um vídeo onde Robert Happé um filósofo holandês  fala de questões preciosas para o nosso crescimento, uma visão simples da vida e das relações que vale a pena tomarmos contato. É um breve resumo do que está em seu livro com o título "Consciência é a Resposta". Desafio você a  ver/ouvir o vídeo até o fim e a refletir sobre o que pensa de tudo o que foi abordado. Compartilhe com outros também. Vamos refletir, mas sobretudo, agir.

http://www.roberthappe.net/cms/index.php?option=com_content&view=article&id=59&Itemid=59

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02/04/2010

Páscoa

por Simone Ferreira
“Não há coroa sem uma cruz. Gostaria que pudéssemos chegar à Páscoa sem passar pela Sexta-feira Santa, mas a história nos mostra que devemos passar pela Sexta-feira Santa antes de chegar à Páscoa.” Martin Luther King Jr.

Não há evolução sem dor (a sexta-feira santa), mas o caminho sempre nos convida à vitória sobre nossas dores (Páscoa) quando nos propomos a nos transformarmos em seres melhores.
Jesus Cristo, para mim é o modelo e guia da humanidade e testemunhou que todos os passos (estações do calvário), ou seja, todas as experiências e todos os dias (a quinta da paixão, a sexta-feira santa, o domingo de Páscoa) tem seu valor e sua lição.
Por isso que a Páscoa nos sugere repensar o caminho, corrigir rotas, rever escolhas e nos convida a seguir este modelo seguro que  irá conferir um passo firme na nossa jornada.

FELIZ PÁSCOA! FELIZ TRANFORMAÇÃO!
Um fraterno abraço.

16/03/2010

Perdas e Ganhos

Sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza. Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada “ser feliz”. Cada um em seu caminho e com suas singularidades (...) A vida não tece apenas uma teia de perdas mas nos proporciona uma sucessão de ganhos (...)

Este é um dos mais belos trechos do livro da Lya Luft intitulado Perdas e Ganhos que eu recomendo. Boa leitura!

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08/03/2010

Reflexões sobre a Mulher

por Simone Ferreira

Diz a Lei Divina que todos são iguais perante Deus, só as virtudes os distingue. Por isso hoje convido todos (as) a refletirmos sobre como nos relacionamos com as mulheres e o modo como reproduzimos, ou não, uma cultura que diferencia homens e mulheres em igualdade de direitos e deveres. Um dia é pouco para manifestarmos a sua importância, palavras tornam-se sempre insuficientes para traduzir sentimentos, mas que possamos nos 365 dias do ano, com atitudes, demonstrarmos nosso respeito e gratidão por todas as mulheres. Com as sábias palavras de Erasmo Carlos, revelando a força, grandeza e polivalência da mulher desejo uma semana maravilhosa a todas(os).


Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço (...)

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

07/02/2010

Elaborando a dor

Viktor Frankl, (psiquiatra austríaco) sobrevivente do holocausto, comenta a reação de um colega no dia da libertação dos prisioneiros que estava tão excitado por ter sobrevivido que ele começou a caminhar sobre um jardim, destruindo as flores.
Quando Frankl comentou que isso não era adequado, ele respondeu: “acabei de sair de um campo de concentração e ninguém sabe o que eu passei.” Ao que Frankl respondeu: “amigo, seu sofrimento não lhe dá o direito de fazer ninguém sofrer. Elabore a sua dor e procure não fazer ninguém mais sofrer.”
- Então, não importa o que esteja vivendo neste momento, mantenha seus valores mesmo que os outros estejam fazendo as maiores loucuras. - Não olhe o mundo pela ótica da dor.
Em suma: Não faça aos outros o que não desejaria que lhê fosse feito.

12/01/2010

Ano novo - velhos ou novos hábitos?

O Ano é novo mas e os nossos hábitos e comportamentos será que também são? No livro Renovando Atitudes o autor espiritual Hammed nos diz que velhos hábitos são como vícios mas precisamos conceituar o que são vícios: dependência vigorosa e profunda de uma pessoa que se encontra sob o controle de outras ou de determinadas coisas. Por isso não se pode considerar vício somente o consumo de produtos, o conceito é mais amplo e passa por uma atitude mental que nos leva compulsoriamente à subjugação a pessoas e situações.
Trazemos enraizados em nós algumas dependências por nos ter sido negado o exercício da autonomia por adultos superprotetores por exemplo, que tolheram de algum modo nossa autonomia, nosso livre arbítrio para selecionarmos nossos amigos, parceiros afetivos, tipo de ocupação/trabalho, enfim … Tendo por vezes como consequência o desenvolvimento de uma pessoa com personalidade indecisa, insegura.
Por isso Hammed afirma que os fatores que propiciam os vícios e as compulsões ocorrem em ambientes familiares/sociais desarmônicos, nesta ou em outras encarnações, onde deixamos as pressões, traumas, coações, desajustes e conflitos se enraizarem em nossa zona mental ou perispiritual, porque os vícios não passam de efeitos externos de nosso conflitos internos.
Vivemos um processo resultante de milênios e nosso Espírito, com hábitos e manias igualmente milenares, trás enraizado padrões que dificultam o seu crescimento pleno, vejamos alguns destes velhos hábitos ou vícios:
1 - O álcool e as drogas são vícios autodestrutivos assim como a comida é que considerada um vício neutro, sem grandes conseqüências passa, depois,a transformar-se numa fuga negativa e desorganizadora do nosso corpo físico/psíquico. Mas há também vícios e manias comportamentais tão graves e sérios que precisamos combater como por exemplo:
2- Vício de falar descontroladamente sem raciocinar e usar o bom senso, dizendo tudo o que se pensa e se quer, muitas vezes de modo inconveniente criando situações delicadas; treinemos o silêncio e a reflexão antes do falar.
3 – Vício da mentira constante para as pessoas e para si mesmo numa tentativa de fugir ou mascarar a realidade, muitas vezes junto deste vício segue o da maledicência, de exaltar as imperfeições alheias e por vezes aumentá-la. Mas por que não investirmos cada vez mais na verdade?
4 - Vício da lamentação sistemática, há pessoas que colocam-se sempre como vítimas diante da vida muitas vezes para continuar recebendo a atenção dos outros, outras vezes para fugir da responsabilidade que é tomar decisões sobre sua própria vida;
5 – Vício de achar que sempre está certo na tentativa de suprir a enorme insegurança que existe em si, sempre criticando e julgando as pessoas para sentir-se melhor que os outros;
6 – Vício compulsivo de gastar desnecessariamente, a fim de distrair-se e também adiar decisões importantes na própria vida;
De qualquer modo os vícios são sempre resultado do medo de assumir o controle da vida, etemos que aceitar este nosso lado inadequado e permitir que ele venha a tona reconhecendo o que ele está nos mostrando a fim de sabermos o que mudar em nós, por isso, o autoconhecimento auxilia a entender como somos e como podemos vir a ser nos desvencilhando dos medos e das pessoas e situações que nos causam dependência e assim vamos adquirindo novos hábitos que contribuirão para o surgimento do homem novo.
Que novos hábitos podem ser estes?
1 – Desenvolver nossa autonomia e capacidade de decidir por conta própria, livre das opiniões alheias combatendo a tendência de querer ser “bonzinho” e passar a estimular mais a capacidade de dizer “não”; Há pessoas com grande dificuldade de dizer não, e que cedem e se submetem a muitas situações que lhe trazem prejuízos. Por isso devemos estar atentos a sutil diferença entre ser bom e ser subserviente.
2 - Um novo hábito pode ser o de criar no ambiente familiar um clima de respeito e de liberdade eliminando relações doentias e dependentes e criando comportamentos positivos nos conscientizando de que somos seres responsáveis por nosso atos e pela qualidade da relações que estabelecemos;
Aliado a isto podemos adotar a prática da paciência e da tolerância com as pessoas, principalmente com as mais difíceis, aquelas que cruzam nosso caminho para nos mostrar que ainda não temos enraizadas em nós estas virtudes.
3 - Outro hábito que podemos ir incorporando dia a dia é o do esquecimento das ofensas, abrindo espaço para um comportamento mais leve, menos ressentido, rancoroso. O perdão é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de rebaixamento e de inferioridade. E é claro que todos queremos estar entre as grandes almas.
4 - A prática da caridade doando e compartilhando o que temos de melhor com as pessoas também é algo para se começar a adotar praticando ao menos uma atitude diária de caridade, seja moral, seja material.
5 - Por fim o hábito da prece e do agradecimento como forma de nos conectarmos ao Divino, ao Pai.
Se não houver esforço e treino diário os hábitos, comportamentos e sentimentos negativos do homem velho não serão transformados. Lembremos que todos temos capacidade de nos tornarmos melhores a cada dia, para tal basta vontade e a certeza de que é isto que nosso Pai espera de todos nós.

Referência: Livro Renovando Atitudes - Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto.