12/01/2010

Ano novo - velhos ou novos hábitos?

O Ano é novo mas e os nossos hábitos e comportamentos será que também são? No livro Renovando Atitudes o autor espiritual Hammed nos diz que velhos hábitos são como vícios mas precisamos conceituar o que são vícios: dependência vigorosa e profunda de uma pessoa que se encontra sob o controle de outras ou de determinadas coisas. Por isso não se pode considerar vício somente o consumo de produtos, o conceito é mais amplo e passa por uma atitude mental que nos leva compulsoriamente à subjugação a pessoas e situações.
Trazemos enraizados em nós algumas dependências por nos ter sido negado o exercício da autonomia por adultos superprotetores por exemplo, que tolheram de algum modo nossa autonomia, nosso livre arbítrio para selecionarmos nossos amigos, parceiros afetivos, tipo de ocupação/trabalho, enfim … Tendo por vezes como consequência o desenvolvimento de uma pessoa com personalidade indecisa, insegura.
Por isso Hammed afirma que os fatores que propiciam os vícios e as compulsões ocorrem em ambientes familiares/sociais desarmônicos, nesta ou em outras encarnações, onde deixamos as pressões, traumas, coações, desajustes e conflitos se enraizarem em nossa zona mental ou perispiritual, porque os vícios não passam de efeitos externos de nosso conflitos internos.
Vivemos um processo resultante de milênios e nosso Espírito, com hábitos e manias igualmente milenares, trás enraizado padrões que dificultam o seu crescimento pleno, vejamos alguns destes velhos hábitos ou vícios:
1 - O álcool e as drogas são vícios autodestrutivos assim como a comida é que considerada um vício neutro, sem grandes conseqüências passa, depois,a transformar-se numa fuga negativa e desorganizadora do nosso corpo físico/psíquico. Mas há também vícios e manias comportamentais tão graves e sérios que precisamos combater como por exemplo:
2- Vício de falar descontroladamente sem raciocinar e usar o bom senso, dizendo tudo o que se pensa e se quer, muitas vezes de modo inconveniente criando situações delicadas; treinemos o silêncio e a reflexão antes do falar.
3 – Vício da mentira constante para as pessoas e para si mesmo numa tentativa de fugir ou mascarar a realidade, muitas vezes junto deste vício segue o da maledicência, de exaltar as imperfeições alheias e por vezes aumentá-la. Mas por que não investirmos cada vez mais na verdade?
4 - Vício da lamentação sistemática, há pessoas que colocam-se sempre como vítimas diante da vida muitas vezes para continuar recebendo a atenção dos outros, outras vezes para fugir da responsabilidade que é tomar decisões sobre sua própria vida;
5 – Vício de achar que sempre está certo na tentativa de suprir a enorme insegurança que existe em si, sempre criticando e julgando as pessoas para sentir-se melhor que os outros;
6 – Vício compulsivo de gastar desnecessariamente, a fim de distrair-se e também adiar decisões importantes na própria vida;
De qualquer modo os vícios são sempre resultado do medo de assumir o controle da vida, etemos que aceitar este nosso lado inadequado e permitir que ele venha a tona reconhecendo o que ele está nos mostrando a fim de sabermos o que mudar em nós, por isso, o autoconhecimento auxilia a entender como somos e como podemos vir a ser nos desvencilhando dos medos e das pessoas e situações que nos causam dependência e assim vamos adquirindo novos hábitos que contribuirão para o surgimento do homem novo.
Que novos hábitos podem ser estes?
1 – Desenvolver nossa autonomia e capacidade de decidir por conta própria, livre das opiniões alheias combatendo a tendência de querer ser “bonzinho” e passar a estimular mais a capacidade de dizer “não”; Há pessoas com grande dificuldade de dizer não, e que cedem e se submetem a muitas situações que lhe trazem prejuízos. Por isso devemos estar atentos a sutil diferença entre ser bom e ser subserviente.
2 - Um novo hábito pode ser o de criar no ambiente familiar um clima de respeito e de liberdade eliminando relações doentias e dependentes e criando comportamentos positivos nos conscientizando de que somos seres responsáveis por nosso atos e pela qualidade da relações que estabelecemos;
Aliado a isto podemos adotar a prática da paciência e da tolerância com as pessoas, principalmente com as mais difíceis, aquelas que cruzam nosso caminho para nos mostrar que ainda não temos enraizadas em nós estas virtudes.
3 - Outro hábito que podemos ir incorporando dia a dia é o do esquecimento das ofensas, abrindo espaço para um comportamento mais leve, menos ressentido, rancoroso. O perdão é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de rebaixamento e de inferioridade. E é claro que todos queremos estar entre as grandes almas.
4 - A prática da caridade doando e compartilhando o que temos de melhor com as pessoas também é algo para se começar a adotar praticando ao menos uma atitude diária de caridade, seja moral, seja material.
5 - Por fim o hábito da prece e do agradecimento como forma de nos conectarmos ao Divino, ao Pai.
Se não houver esforço e treino diário os hábitos, comportamentos e sentimentos negativos do homem velho não serão transformados. Lembremos que todos temos capacidade de nos tornarmos melhores a cada dia, para tal basta vontade e a certeza de que é isto que nosso Pai espera de todos nós.

Referência: Livro Renovando Atitudes - Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto.

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