10/08/2010

A lição das brasas

Um membro que frequentava, regularmente, um determinado grupo de estudos, sem nenhum aviso deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o Facilitador daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O Facilitador encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor. Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao ‘Mestre’, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. No silêncio, grave, que se formara, apenas contemplavam a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o Visitante examinou as brasas que se formaram e, cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a para o lado. Voltou então a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção à tudo, fascinado e quieto.  Aos poucos a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um frio e morto pedaço de carvão recoberto de uma espessa camada de cinzas. Nenhuma palavra tinha sido dita desde o protocolar cumprimento, inicial, entre os dois amigos. O Amigo, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e, aparentemente inútil, colocando-o de volta no meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pelo calor das brasas ardentes em torno dele. Quando o Amigo alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse: Obrigado, por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.

Reflexões: Aos membros de um grupo vale lembrar: que fazemos parte da chama e que, longe do grupo perdemos todo o brilho e nos tornamos mais vulneráveis. Aos lideres vale lembrar: que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promover a união entre todos os membros, para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

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