16/08/2014

O Urso e a Panela.

Um grande urso, vagando pela floresta, percebeu que um acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida. Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo. Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da tina... Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava. O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.  Começou a urrar muito alto.  E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto rugia! Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvores próxima à fogueira, segurando a tina de comida.  O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo."

O que fica de tudo isto?
Que quando nos apegamos em demasia agimos como o urso. Por muitas vezes abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro e, mesmo assim, ainda as julgamos importantes. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos. 
Para que tudo dê certo na nossa vida é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre aquilo que julgamos ser a nossa salvação, felicidade vai nos dar condições de prosseguir. Temos que ter a coragem e a visão que o urso não teve e  tirar do nosso  caminho tudo aquilo que faz nosso coração arder. 
Então:  Soltem a panela!

(desconheço a autoria)

Nenhum comentário:

Postar um comentário