22/09/2014

Da paixão ao amor

O amor entre duas pessoas nasce de uma paixão mútua. Porém, a transição da paixão ao amor é difícil e delicada. Paixão e amor são bastante diferentes, embora sejam frequentemente confundidos. A paixão se caracteriza por sua intensa carga emocional, pela natureza sexual e pela temporalidade. A paixão não preserva a relação pois, sendo uma emoção, facilmente se converte em outra de sentido oposto: o ódio. O amor tem uma natureza permanente, implica crescimento espiritual e desenvolvimento pessoal e requer esforço, pois sua existência depende de disciplina. Tranformar a paixão em amor significa submeter a relação ao exame da razão para verificar se o objeto de nossa paixão merece  a devoção e o empenho que caracterizam o amor e mereça nossa admiração. Este é o alicerce básico para uma relação sólida e estável.
Para a pessoa apaixonada, a paixão confunde-se com o amor, pois o sentimento de bem querer é intenso. Mas o amor embora menos emocionado, é mais sólido, mais disposto a sacrifícios e mais duradouro. Paixão não é uma questão de opção, não consiste num ato de vontade tal como o amor; a paixão nos acomete como febre e independe de nossa escolha. Felizmente podemos nos recusar a levar adiante uma paixão que nossa razão julgue inaceitável e este é um gesto de amor por nós mesmos.
O resultado de uma verdadeira relação de amor se mede pelo quanto cada um torna o outro melhor, pelo estímulo, pelo crescimento e pelo resgate daquilo que temos de melhor e mais positivo dentro de nós mesmos.
 
Fonte: Luiz Alberto Py do Livro Olhar Acima do Horizonte - aprendendo com as coisas simples da vida.

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